Diogo Stuart

Para quem não tem mais nada que fazer na net

Resumo do meu mundo atrás da câmara de filmar

March 5th, 2008 by DStuart

Este é um passatempo muito criativo mas com um grave problema, consome muito tempo e depois acaba por deixar de ser um passatempo! Como a maioria dos meus passatempos *cof* WiiTour *cof* *cof*!

Eis uma “breve” introdução, contada muito à pressa…

Na minha festa de anos dos meus 10 anos de idade, recebi como prenda a minha primeira câmara de filmar da Sony, utilizava cassetes (felizmente agora é tudo digital). Infelizmente já não me recordo do modelo da câmara, mas isso com um pouco de paciência descobre-se.

O que faz uma criança com uma câmara de vídeo e toneladas de cassetes? Faz 99.99% do maior desperdício de tempo a filmar coisas completamente sem interesse e ao mesmo tempo aprende o que é interessante por tentativa erro. De certa forma é bom, apenas tenho pena das pessoas que tinham que ver os vídeos das tentativas.

Eventualmente atinei melhor com a câmara, e comecei a fazer stop motion com plasticina, Legos, outros brinquedos, desenhos, e por vezes tudo junto. Comecei a criar pequenas histórias que eventualmente ficavam engraçadas.

Mais tarde, com a influência das visitas de estudo da escola da altura, passei a documentar lugares que visitava. Infelizmente eu fazia-o pessimamente, ao contrário do stop motion ali eu tinha de movimentar a câmara, e fazia-o até demais porque era preciso tomar um comprimido para o enjoo antes de ver aquelas gravações.

Claro que com tantas filmagens de visitas de estudo e outras experiências, acabei também por atinar com esse tipo de gravação.

Por esta altura estamos nos meus 12 anos, quase 13.

As gravações passaram a ser menos frequentes, as cassetes custavam dinheiro e eu consumia-as como ninguém. Mais tarde mudei-me para Londres para ir lá viver, desde esse dia até uns anos mais tarde nunca mais utilizei uma câmara de filmar.

No meio desta historia eu entretanto voltei para Portugal e vim viver para a cidade do Porto, e muito mais tarde estava eu no 12º na escola profissional EPBJC do Porto.

Até que…

Nessa altura um colega meu, com um gosto enorme pelo mundo do cinema, despertou o já tão adormecido gosto que tinha por filmar coisas. Comecei a ser rodeado pela ideia de fazer uma curta metragem, começámos até a fazer uma que ele tinha idealizado. Acabou por não ser terminada, mas a próxima seria.

Ele comprou uma Super 8 e um projector de fita de 8mm transportável, fiquei fascinado, estupefacto, colado, viciado.

Os nossos professores na altura pediram-nos para fazer um trabalho dentro de um certo tema, que foi rapidamente tornado numa chance de fazer uma curta metragem, sinceramente na minha opinião não tinha muito a ver com o tema (Inteligência Artificial) mas lá se deu a volta e transformámos o conceito de Frankenstein para esse tema.

Foi então decidido fazer a curta metragem em dois formatos, digital e com fita de 8mm utilizando a câmara Super 8 recém adquirida.

Todos que decidiram participar no projecto tiveram de contribuir monetariamente para pagarmos as fitas, que por sinal eram bem caras. Isto condicionou logo a curta toda, porque se bem me recordo acabamos por só conseguir comprar uns 9 minutos de fita.

As coisas aconteceram e tal… bla bla bla, filmámos, usámos as fitas todas, etc
Enviaram-se as fitas para revelar na Suíça e converter para formato digital, mas quando o DVD chegou descobrimos que a última fita quebrou a meio da conversão para DVD no take final

O meu papel nesse projecto era a produção, logo de 9 minutos de fita original foi cortado para uns 8 minutos por causa do acidente, com a produção e re-organização do filme acabamos por ficar com aproximadamente uns 6 minutos de filme, muito bem produzido e realizado por sinal. O formato digital original acabou por nunca ser usado, pois nem sequer passou pelas minhas mãos para eu produzir uma versão semelhante. Atenção, não garanto que os tempos de fita sejam correctos! Um dia destes confirmo isso.

Se houver interessados então eu mais tarde coloco a curta metragem disponível para download, tenho de no entanto primeiro perguntar ao Diogo Pinheiro (Realizador) se ele não se importa.

Presentemente decidi realizar eu uma curta metragem, pretendo filmá-la com uma câmara digital de alta definição. Essa curta metragem é denominada “A passar”, a minha intenção é comentar a evolução desta curta metragem amadora no meu blog e no final distribuí-la online gratuitamente, para os interessados claro.

Actualmente conto com o apoio gratuito de alguns amigos, mais tarde falarei sobre o casting com mais detalhe, assim como a historia.

Este post foi mais uma recordação para mim mesmo, só agora é que cai em mim e apercebi-me o quanto gosto de filmes e curtas metragens, e de que os motivos para tal eram influências passadas.

O tempo passa depressa…

Posted in Curtas Metragens

One Response

  1. OldTimer

    Não te limites a pensar, age!

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